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fantasia2

Você acredita que tem gente que acha que a imaginação é uma forma de pecado?
Reprimir nossas fantasias é uma amputação.
A gente é o que a gente vive e também o que a gente delira, sonha, projeta, inventa, reconstrói, ousa, verbos raramente praticados no nosso santificado dia-a-dia. Fantasiar não resume-se a imaginar uma cena de sexo no elevador. 
É imaginar-se apartado do cotidiano conhecido, vivendo emoções mais arrebatadas, sendo uma pessoa totalmente diferente do que se é.

Por que só é tolerado no carnaval? 

Lantejoula, paetê, purpurina, maquiagem, pouca roupa, cores fortes: a gente tem tudo isso em estoque, nem precisa de produção. Basta fechar os olhos e enxergar para dentro. Há milhares de possibilidades de sensações a serem desfrutadas sem prejuízo algum para os outros ou para nós mesmos. É o mínimo que a gente merece depois de tantos anos de, digamos, trabalhos forçados.

Passamos a vida inteira cumprindo o que esperam de nós, respeitando os sinais de trânsito, pagando os impostos em dia, decorando senhas, 

sendo gentis, solidários, pacientes, chegando pontualmente ao serviço, sendo ótimos pais, ótimos filhos, fazendo a casa funcionar, economizando centavos, cuidando da higiene, ouvindo desaforos e 
grosserias de quem não nos compreende e sem esboçar reação alguma… 
Levantamos todo santo dia com disposição: da cama pro banho, do banho pro trabalho, dia após dia sem exaurir-se, porque faz parte da vida seguir as regras. 

Não há nada de errado com isso, mas…. Mas não há só isso.

E o nosso lado Marylin Monroe? Ou pitbull? 

                       
Tudo o que nos fascina, horroriza e diverte: por que não experimentar sem sair do lugar?
Fantasiar é inofensivo, saudável e de graça. Ajuda a perder peso e a não perder o controle. Muito pelo contrário: quem tem medo do próprio pensamento é que já está comprometido.

 

(Martha Medeiros)

 amigos2

Amor de amigo é coisa engraçada.
É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado…
Amor de amigo é amor que completa a gente.
Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância.
Amigo que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica.
Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, da escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo… 
Tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração.
Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um piquenique sábado à tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo.
Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos.
Porque amor de amigo não se cansa de amar.

 

(autor desconhecido)

ousa

O passo a mais que, longe, muito longe, damos a cada caminhada é o que nos coloca mais próximos de tudo o que ainda podemos ser.
A tentativa além, um pouco mais além, de todas as que já fizemos é a que mais claramente revela do que somos capazes e até onde poderemos chegar.
Quantos de nós nos entregamos antes mesmo de tentar.
Pela simples dificuldade de perceber que é possível ultrapassar o limite do círculo que em torno de nós e ao longo da vida traçamos.
Quantas vezes estivemos na iminência de girar a maçaneta da porta que nos levaria da escuridão à claridade e não o fizemos, simplesmente por não aceitar o impulso livre, soberano e intuitivo que conduzia nossas mãos a girar.
Por não crer na liberdade, nos impulsos da alma e na própria intuição.
Quantas vezes hoje você ouviu seu coração?
Sem temer, sem limitar, sem pré-conceber, sem pré-julgar, sem se prender, deixando-se levar pelo prazer de descobrir, correr riscos e realizar ?
Pobre de quem põe a nuvem do medo diante dos olhos, que prefere fugir a se dar o direito de praticar o sonho.
Tem aquele que, sem saber que era impossível, foi lá e fez.
Esta é sua vez.
O verdadeiro poder é de quem ousa.
Ouse fazer!

(José Oliva)

escutar

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos.
É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.
Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”.
Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

(Rubem Alves)

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Apaixone-se definitivamente pelo seu SONHO. 
O sonho de ninguém deverá ser mais apaixonante que o seu. 
Apaixone-se por sua FAMILIA. 
Mesmo que ela não seja do jeito que você planejou, ainda assim, ela é sua família. 
Apaixone-se pelo seu TALENTO. 
Mesmo que seu senso crítico insista para você escolher realizar outras coisas, mais “convenientes”. 
Apaixone-se mais pela VIAGEM do que pela chegada a seu destino. 
A primeira é garantida… 
Apaixone-se pelo seu CORPO. 
Mesmo que ele esteja fora de forma, pois de “qualquer forma” ele é a única casa que você realmente possui. 
Desapaixone-se de seus MEDOS… 
Eles minam sua alegria de viver. 
Apaixone-se pelas suas MEMÓRIAS mais deliciosas. 
Ninguém pode tirá-la de dentro de você e elas são excelentes fontes de inspiração em momentos de dor. 
Apaixone-se por aquelas BESTEIRAS SAUDÁVEIS que passam por sua mente entre um e outro momento de estresse. 
Elas ajudam a sobreviver! 
Apaixone-se pelo SOL, ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível e dá prazer. 
Apaixone-se por ALGUÉM, não espere alguém se apaixonar antes por você, só por garantia e segurança. 
Apaixone-se pelo seu PROJETO DE VIDA acredite, não dá certo fazer isto a dois. 
Apaixone-se pela DANÇA DA VIDA que está sempre em movimento dentro da gente, mas que, por defesas nós teimamos em algemar. 
Apaixone-se mais pelo SIGNIFICADO das coisas que você conquistar do que pelo seu valor material. 
Apaixone-se por suas IDÉIAS, mesmo que tenham dito que elas não serviam para nada. 
Apaixone-se por seus PONTOS FORTES, mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo no seu cérebro. 
Apaixone-se pela IDÉIA de ser verdadeiramente FELIZ. 
Felicidade encontra-se na sombra das prateleiras de seus recursos interiores. 
Apaixone-se pela MÚSICA que você pode ser para alguém… 
Apaixone-se por SER HUMANO! 
Apaixone-se definitivamente por VOCÊ! 
APAIXONE-SE RÁPIDO!
O PODER DE DECISÃO SÓ PERTENCE A VOCÊ! 

(Valderez Ferreira)

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Para quem é pai/mãe e para aqueles que o serão.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
As crianças crescem independentes, árvores tagarelas, pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida, com estridência alegre e às vezes alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias de igual maneira. Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. 
Onde andou crescendo aquela danadinha, que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o uniforme do Maternal? A criança cresce num ritual de obediência orgânica e desobediência civil; e você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Muitos pais ao volante esperando que elas saiam esfuziantes sobre patins e cabelos longos, soltos. 

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas estão nossos filhos com o uniforme da geração: incômodas mochilas da moda nos ombros. 
Ali estamos com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. 
Eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos, erros, principalmente com os erros, que esperamos que não se repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos. 
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do balé, do inglês, da natação e do judô. 
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer, para ouvir suas almas respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas, discos ensurdecedores. 
Não os levamos suficientemente ao playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. 
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto!
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. 
Sim, havia brigas dentro do carro, disputas pela janela, pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser esforço, sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.

Os pais ficaram exilados dos filhos. Têm a solidão que sempre desejaram, mas morrem de saudades “daqueles pestes”. 
Chega o momento de ficar torcendo e rezando muito de longe (a gente tinha desaprendido e reaprendeu a rezar), para que eles acertem nas escolhas em busca de felicidade e a conquistem de modo completo.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos filhos, que não pode morrer conosco. 
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem incontrolável carinho. 
Os netos são a última oportunidade de reeditar nosso afeto, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais.

Só aprendemos a ser pais depois que somos avós”.

(Affonso Romano de Sant’Anna)

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Quanto você pagaria para obter seu maior sonho realizado? Até onde seria capaz de ir?

Costumamos ouvir que a felicidade não tem preço. Há pessoas que dizem, sem muito refletir, que fariam qualquer coisa para serem felizes. Mas na verdade há limites.

As pessoas não são felizes e não realizam seus sonhos, porque no fundo não estão dispostas a pagar qualquer preço. Querem obter tudo gratuitamente. Como o maná caído do céu, bastando abrir as mãos.

Mas felicidade tem preço de renúncia. Ninguém obtém seus desejos completamente sem ter que renunciar a uma ou mais coisas. Abrindo-se a mão para receber, larga-se também. É o que impede as pessoas de serem felizes, porque renúncia é uma palavra que quase ninguém gosta.

Tente pensar em abandonar sua vida, com tudo o que você tem e construiu, mas que não te dá satisfação, e ir correr o mundo atrás daquilo que seu coração mais deseja. Você não vai querer. Não, porque te falta coragem para renunciar à sua existência, mesmo se medíocre, porque é isso que te dá segurança. Pode não ser boa, mas é palpável, é o que você tem. 

Muitos se enganam quando pensam que querem felicidade. Para alguns basta ter segurança. Basta não, porque na verdade nunca estão completamente satisfeitos. Haverá sempre um vazio de não sei o quê, sempre a sensação de que falta algo. Só a felicidade pode preencher uma alma e dar plenitude à vida. Só a esperança mantém uma pessoa viva.

Há os que se apegam a isso custe o que custar e correm atrás dos seus sonhos. Eles se decepcionam muitas vezes, mas nunca desistem. Sabem que tentam e isso já é o bastante. Vivem não através dos outros, mas deles mesmos.

Outros preferem ficar como platéia. Falta coragem para subir no palco da vida. A felicidade existe, mas parece utopia, ou não é coisa pra eles. O preço para ser feliz é alto demais, arriscado demais.

Mas quem sabe não é esse o charme da vida? O fato de sermos todos diferentes, de nos contentarmos de maneiras diferentes? Alguns gostam de ser estrelas; outros se satisfazem vivendo do brilho delas. E, no fim das contas, o importante mesmo é se sentir feliz, sendo o que se é, com o que se tem.

Quem não quer abrir mão do que tem para ser feliz de outra maneira, que pelo menos o seja do jeito que escolheu. E que o seja plenamente!

 

(Letícia Thompson)

 

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