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Archive for janeiro \30\UTC 2010

Há pessoas estrelas.

Há pessoas cometas.

Os cometas passam.

Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam.

As estrelas permanecem.

Há muita gente cometa.

Passam pela vida da gente apenas por instantes; não prende ninguém e a ninguém se prende.

Gente sem amigos.

Que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença.

Assim são muitos artistas.

Brilham apenas por instantes nos palcos da vida.

E com a mesma rapidez que aparecem, desaparecem.

Assim são muitos reis e rainhas: de nações, clubes ou concurso de beleza.

Assim são os rapazes e moças que se enamoram e se deixam com a maior facilidade.

Assim são pessoas que vivem numa mesma família e passam pelo outro sem serem presença.

Importante é ser estrela.

Marcar presença. Ser luz. Calor. Vida.

Amigos são estrelas.

Podem passar os anos, surgir distâncias, mas a marca fica no coração.

Ser cometa não é ser amigo.

É ser companheiro por instantes.

Explorar sentimentos.

Aproveitar das pessoas e das situações.

É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo.

A solidão é o resultado de uma vida cometa.

Ninguém fica. Todos passam.

E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar um mundo de estrelas.

Todos os dias poder vê-las e senti-las.

Todos os dias poder contar com elas.

Todos os dias ver sua luz e seu calor.

Assim são os amigos.

Estrelas na vida da gente.

Pode-se contar com eles.

Eles são aragem nos momentos escuros.

Pão nos momentos de fraqueza.

Segurança nos momentos de desânimo.

Olhando os cometas, é bom sentir-se estrela.

Marcar presença.

Ter vivido e construído uma história pessoal.

Ter sido luz para muitos amigos.

Ter sido calor para muitos corações.

Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa.

É nascer e ter vivido, e não apenas existido.

(autor desconhecido – se souberes a autoria, por favor, me informe)

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Um dia Meher perguntou aos seus discípulos o seguinte:

– Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

Os homens pensaram por alguns momentos:

– Porque perdemos a calma, disse um deles.

– Por isso gritamos.

– Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? Perguntou Meher.

Não é possível falar-lhe em voz baixa?

Por que gritas a uma pessoa quando estás aborrecido?

Os homens deram algumas respostas mas nenhuma delas satisfazia a Meher.

Finalmente ele explicou:

– Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se.

Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro através desta grande distância.

Em seguida Meher perguntou:

– O que sucede quando duas pessoas se enamoram?

Elas não se gritam, mas sim se falam suavemente, por quê?

– Seus corações estão muito perto.

A distância entre elas é pequena, não falam, somente sussurram e ficam mais perto ainda de seu amor.

Finalmente não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo.

Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Então Meher disse:

“Quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem.

Não digam palavras que os distanciem mais.

Chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.

(Meher Baba)

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. Dona Cacilda

“Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo o dia às 8 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução. Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.

Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, eu dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela. Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. – Ah, eu adoro essas cortinas… – Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto… espera mais um pouco…
– Isso não tem nada a ver, ela respondeu, Felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada… vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Simples assim?… Nem tanto; isso é para quem tem auto-controle e exigiu de mim um certo “treino” pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou: – Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica”. Depois me pediu para anotar:

Receita da Dona Cacilda para se manter jovem:

1. Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Para isso ele é pago.

2. Freqüente, de preferência, seus amigos alegres. Os “baixo-astral” puxam você para baixo.

3. Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.

4. Curta coisas simples.

5. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego; ria para você mesmo no espelho, ao acordar e que o sorriso seja sua última ‘atitude’ antes de dormir.

6. Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO enquanto você viver e seja uma boa companhia para si mesmo.

7. Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio, sua mente seu paraíso.

8. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a da maneira mais simples: caminhe, sorria, beba água, ore, veja comédias, leia piadas ou histórias de aventuras, romances e comédias. Se está abaixo desse nível e não consegue fazer nada por si mesmo, peça ajuda.

9. Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, pega carona numa cauda de cometa, imagine os mais diversos objetos formados pelas nuvens no céu, mas evite as viagens ao passado, pois você pode ficar retido na estação errada. Escolha as lembranças que quer ter; não se deixe dominar por elas ou perderá o direito à escolha.

10. Diga a quem você ama, que você realmente o ama, e diga isso em todas as oportunidades, através do olhar, do toque, das palavras, das ações diárias e do carinho. Seja feliz com seu próprio sentimento e não exija retribuição; você terá, de graça, o que o outro sentir; nada mais, nada menos.

(autor desconhecido)

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. Silêncio

Pense em alguém que seja poderoso…
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam.
Eles têm a aura de força e poder.
Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.

Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.

Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.

Lembre-se que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.

Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade!
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.

Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:
“Me arrependo de coisas que disse mas jamais do meu silêncio”.

Responda com o silêncio, quando for necessário.
Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais.
Use o olhar, use um abraço ou use outra coisa para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas.
E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

(Aldo Novak)

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. A outra janela

A menina debruçada na janela trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte de seu cão de estimação.
Com pesar observava atenta ao jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.

O avô que observava a neta, aproximou-se, a envolveu em um abraço e falou-lhe com serenidade:
– Triste a cena, não é verdade?

A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância.
No entanto, o avô que desejava confortá-la chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-lhe pela mão e a conduziu para uma janela opostamente localizada na ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu-a que visse o jardim florido a sua frente e lhe perguntou carinhosamente:

– Está vendo aquele pé de rosas amarelas bem ali a frente? Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi em um dia de sol como hoje que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos e hoje veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas.

A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre umas e outras das tantas rosas de variados matizes que enfeitavam o jardim.

O avô, satisfeito pôr tê- la ajudado a superar o momento de dor falou-lhe com afeto:

– Veja, minha filha. A vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente.

Tantos são os momentos de nossa existência, tantas as oportunidades de aprendizado que nos visitam no dia-a-dia que não vale a pena sofrer diante de quadros que não podemos alterar. São experiências valiosas da vida, das quais devemos tirar lições oportunas sem nos deixar tragar pelo desespero e revolta que só infelicitam e denotam a falta de confiança em Deus.

A nossa visão do mundo é muito limitada. Mas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade para nos aguardar após cada dificuldade superada.

Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem tantas outras janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias. Não se permita contemplar a janela da dor. Aproveite a lição e siga em frente com ânimo e disposição. Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.

(autor desconhecido – se souberes a autoria, por favor, me informe)

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