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Archive for outubro \28\UTC 2011

Não coma a vida com garfo e faca, lambuze-se.

Muita gente guarda a vida para o futuro. Mesmo que a vida esteja na geladeira, se você não a viver, ela se deteriora. É por isso que muitas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade. Elas guardaram a vida, não se entregaram ao amor, ao trabalho, não ousaram, não foram em frente. Depois chega um momento em que se conscientizam: “Puxa, passei fome para guardar batatas e elas apodreceram”.

Hoje em dia as pessoas orientam sua vidas baseadas em idéias e métodos que já não tem relação com a própria existência. Elas não se alimentam corretamente porque sentem medo de tudo: de engordar, de emagrecer, dos agrotóxicos, da contaminação, dos malefícios para essa ou aquela doença. Quando se sentam a mesa, afirmam que precisam comer carne porque contém proteína, tomar leite porque contém cálcio. Elas precisam comer isto e aquilo. Quase ninguém come sem culpa. Todo o mundo se alimenta seguindo alguma moda. O alimento deixou de ser comida e se transformou em medicamento.

Solte sua alma, seja você. Tenha consciência de que, se estiver em paz consigo mesmo, você comerá carne quando tiver vontade e não porque alguém disse que é bom ou ruim. Você não come açúcar porque está satisfeito e não porque ele é tido como nocivo à saúde.

Mergulhe totalmente na vida. Chupe a laranja e tire todo o caldo. Quando a morte chegar encontrará somente o bagaço. Nada do que você deveria desfrutar estará contido no bagaço, nada do que precisaria viver restará.

Não deixe sua vida ficar muito séria. Viva como se estivesse num jogo, saboreie tudo o que conseguir, as derrotas e as vitórias, a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.

Brinque, mas brinque muito. A felicidade é feita de muitos sorvetes.

(Roberto Shyanishiki)

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Vou contar-lhe um fato corriqueiro, que inesperadamente, trouxe-me uma grande lição de vida.
Era um fim de tarde de sábado, eu estava molhando o jardim da minha casa, quando fui interpelada por um garotinho com pouco mais de 9 anos,dizendo:
– Dona, tem pão velho?
(Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Na adolescência, descobri que pedir pão velho era dizer:
– Me dá o pão que era meu e ficou na sua casa).
Olhei para aquela criança, tão nostálgica, e perguntei:
– Onde você mora?
– Depois do zoológico.
– Bem longe, hein!
– É… mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
– Você está na escola?
– Não. Minha mãe não pode comprar material.
– Seu pai mora com vocês?
– Ele sumiu.
E o papo prosseguiu, até que eu lhe disse:
– Vou buscar o pão, serve pão novo?
– Não precisa não, a senhora já conversou comigo!

Esta resposta caiu em mim como um raio.
Tive a sensação de ter absorvido toda a solidão e a falta de amor desta criança.
Deste menino de apenas 9 anos, sem brinquedos, sem comida, já sem sonhos, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.
Que poder mágico tem o gesto de falar e ouvir com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo “pão velho” na minha casa e eu dando “pão novo”, mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.
Este pão de amor não fica velho, porque é fabricado no coração de quem acredita naquele que disse:
– “Eu sou o pão da vida”.
E deixou-nos um novo mandamento:
– “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Depois daquele sábado, eu acho que pedir “pão velho” significa dizer:
– Converse comigo, dê-me a alegria de ser amado.

(Ana Luiza Tocafundo)

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Um homem tinha quatro filhos.

Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.

O primeiro filho foi lá no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o quarto mais jovem, no outono.

Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.

O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.

O terceiro filho discordou: – Disse que ela estava recoberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…

O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…

Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação e que a essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.

Se você desistir quando for inverno, você perderá a promessa da primavera, a beleza do verão, a expectativa do outono.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.

Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão, de uma hora para a outra.

(autor desconhecido)

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Receba com prazer as interrupções, pois elas muitas vezes levam a acidentes felizes.

As pessoas que sabem arriscar não têm medo dos irritantes reveses da vida. Quando as coisas dão errado, em vez de olhar para trás, elas seguem em frente, empurradas por sua curiosidade.

Essas pessoas têm bons motivos para ser curiosas. A roda da fortuna se movimenta por um mecanismo que está mais relacionado à teoria quântica do que às leis de Newton. Pergunte a casais felizes como se conheceram e ouvirá uma longa história sobre cancelamentos de última hora, multa por excesso de velocidade, passaporte perdido, filas compridas e pneus furados no meio da chuva.

Desconfie das conclusões simplistas sobre causa e efeito. Encare acidentes como evidências de que você entrou em um invisível campo eletromagnético que não responde à força gravitacional da razão comum.

Se for demitido no dia em que planejava assinar o contrato de aluguel de um novo apartamento, considere este seu dia de sorte: daqui a um ano você pode vender seu primeiro livro, com um adiantamento substancial.

Se quebrar a perna no dia da partida para uma excursão pela garganta do rio Yang-Tsé, pode ter certeza de que o médico do pronto-socorro é o futuro marido de sua melhor amiga.

Se derramar café no sofá ao pegar o telefone, não se surpreenda se a pessoa do outro lado for alguém de uma famosa escola de pintura oferecendo-lhe uma bolsa para que siga sua inclinação artística.

Por fim, se trancar a chave dentro do carro (muito ‘old time’ isso, eu sei), não xingue baixinho. Ao contrário, agradeça aos céus por lembrar que a vida é cheia de surpresas. Não é uma viagem pré-paga para um destino conhecido, e sim uma excitante jornada, com curvas e encruzilhadas que nunca podem ser antecipadas.

(Cirilo Veloso Moraes)

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. Acreditar

Creio em mim mesmo.

Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família.

Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos.

Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito.

Creio que o triunfo é o resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.

Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.

Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.

Não caluniarei aqueles que não gosto.

Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem.

Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz.

Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito do perdão.

(Mahatma Gandhi)

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