Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \28\UTC 2010

Quando tudo parecer caminhar errado,
seja você a tentar o primeiro passo certo;
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto,
acenda você a primeira luz, traga para a treva,
você primeiro, a pequena lâmpada;

Quando todos estiverem chorando,
tente você o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes,
mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do
primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;

Quando ninguém souber coisa alguma, e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar, começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo;

Quando alguém estiver angustiado à procura,
consulte bem o que se passa, talvez seja em busca de você
mesmo que este seu irmão esteja;
Dai, portanto, o seu deve ser
o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se,
primeiro que pode ser o único e,
mais sério ainda, talvez o último;

Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;

Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave;

Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira
proteção e primeiro abrigo.

Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.

Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo está cheio;
nem, por outro lado, aplauda o erro;
dentro em pouco, a ovação será ensurdecedora;

Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu;
sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;
seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém;

Quando tudo for espinho, atire a primeira flor;
seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica, que o auxilio possibilita,
que o entendimento reconstrói.

Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.

(Glácia Daibert)

Read Full Post »

Todo dia é um novo desafio a vencer.
Desafios que, aos olhos de muitos, podem parecer tão simples e, para outros, tão complexos e insuperáveis.

Na verdade, são fases na vida de cada ser humano que jamais devemos esquecer.

Cada desafio nos ajuda a não nos tornarmos insensíveis, frios e desinteressados. Nos servem para valorizar a raça e a nossa condição de humanos; aceitar que temos direito a errar, aprender e superar — sem, contudo, deixar que a luta diária se torne a nossa cadeia perpétua.

Dinheiro não é tudo na vida e nem tudo tem preço.

Não podemos deixar os valores fundamentais morrerem.

É preciso resgatar a família e, de verdade, dedicar o tempo de que precisam nossos filhos, irmãos, esposas, maridos, mães, pais, avós;

resgatar a verdadeira amizade, essa que não morre nunca, porque não tem compromisso nem laços sangüíneos e surge livre e espontânea, sem pedir nem exigir nada;

resgatar a confiança das pessoas;

acreditar na palavra empenhada e cultivar, praticar e propagar a honestidade;

exigir o que é justo, fazer valer os nossos direitos e respeitar os direitos dos outros.

Nunca foi tão necessário voltar a acreditar; nos tornarmos homens e mulheres de fé, que acreditem num tempo melhor para as novas gerações.

Mas não é só falar:

é preciso assumir o compromisso pessoal, nos transformar em agentes de mudança, nos espalhar na sociedade como um vírus na internet e ver se, duma vez por todas, conseguimos uma mudança real para a nossa sociedade e deixamos um Brasil melhor para os filhos dos nossos netos.

Você e eu sabemos que o tempo é curto.

Então é tempo de começar.

(autor desconhecido)

Read Full Post »

. Limites

Qual o seu limite para sonhar e realizar objetivos em sua vida?
Nenhum.

O limite é você quem impõe.
Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.

Veja que as grandes realizações do nosso século
aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível…

Nas navegações,
encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar,
mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava
e estava cheio de monstros terríveis.

Santos Dumont,
foi taxado de louco tantas vezes que nem mais
ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis…

Ford
foi ignorado por banqueiros e poderosos que não
acreditavam em carros em série.

Einstein
foi ridicularizado na Alemanha…

Desistir de nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em
nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.

Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo
simples fato de que não nos obriga ao trabalho.

E ser feliz, dá trabalho.

Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias,
de encantos e desencantos.

Quantas pessoas passaram pela sua vida e lhe magoaram ?
Quantos passarão pela sua vida só para roubar sua energia ?
Quantos estarão realmente preocupados com você?

A questão é como você vai encarar essas situações.

Como ficarão seus projetos…
eles resistirão as amarguras e desacertos do dia a dia?

O objetivo você já tem: ser feliz !
Como alcançar você já sabe: lutando !

Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.
E principalmente, qual o limite que você colocou em seus sonhos.

Lembre-se: não há limites para sonhar…

Não se limite, vá a luta!
O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !

(Paulo Roberto Gaefke)

Read Full Post »

. Falar

Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso.

Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro
com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio
nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a
fim de manter o poder num relacionamento.

Assisti ao filme “Mentiras sinceras” com uma pontinha de decepção —
os comentários haviam sido ótimos, porém a contenção inglesa do
filme me irritou um pouco — mas, nos momentos finais, uma cena
aparentemente simples redimiu minha frustração.

Embaixo de um guarda-chuva, numa noite fria e molhada, um homem diz
para uma mulher o que ela sempre precisou ouvir.

E eu pensei: como é fácil libertar uma pessoa de seus fantasmas e,
libertando-a, abrir uma possibilidade de tê-la de volta, mais
inteira.

Falar o que se sente é considerado uma fraqueza.

Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala.

Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. não é este
tipo de nudez que nos atrai.

Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é
extremamente libertadora para quem ouve.

É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas
dúvidas.

Finalmente se sabe.
Mas sabe-se o quê?
O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados.

Tão banal, não?
E, no entanto, esta banalidade é fomentadora das maiores carências,
de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas
que nos são mais caras.

Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ele é — ou foi —
importante?

Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade,
dizer sem esperar nada em troca.

Dizer, simplesmente.
A maioria das relações — entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo
entre amigos — ampara-se em mentiras parciais e verdades pela
metade.

Podem-se passar anos ao lado de alguém falando coisas
inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito,
sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora:
dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.

Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas
não souberem tudo.

Ou, ao menos, se não souberem o essencial.
E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia,
inquieta, frágil.

Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós — e este “a
nós” inspira um providencial duplo sentido.

Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de
interrogação que colecionou.

Somos sádicos e avaros ao economizar nossos “eu te perdôo”, “eu te
compreendo”, “eu te aceito como és” e o nosso mais profundo “eu te
amo” — não o “eu te amo” dito às pressas no final de uma ligação
telefônica, por força do hábito, e sim o “eu te amo” que
significa: “seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento
permanecerá o mesmo”.

Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto.

Oprimi-la é trabalho para uma vida.
Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das
relações humanas.

(Martha Medeiros)

Read Full Post »