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Archive for abril \21\UTC 2014

. Tempo

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O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas e sem relógio, você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. 

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. 
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. 

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. 

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente).
O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). 
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa, etc. são apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. 

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir. As mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… Enfim, as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo… Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. 

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a R-O-T-I-N-A. 
Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. 

Felizmente, há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. 

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, vá a shows, cozinhe uma receita nova (tirada de um livro novo). Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. 

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente… Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… 

Em outras palavras: V-I-V-A. 

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado (a) com alguém disposto (a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais V-I-V-O do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. 

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? 

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e VIDA. 

 

(Airton Luiz Mendonça)

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Na busca de ideais, cá na terra às vezes esmagamos nossos melhores sentimentos utilizando-nos apenas da pressa da vivência, para alcançarmos nossas metas, que julgamos ser prioridade para uma conquista de vida. 

Caminhando na terra, muitas vezes esquecemos de viver o mais importante, que são os sentimentos. 

O ser humano é dotado de sentimentos que devem dar vazão do coração. 

Quantas vezes, na hora de chorar, nos deixamos levar pelas aparências de que somos fortes, sufocando a dor que quer realizar sua intenção, de lavar a alma e o coração? 

Quantas vezes na hora de sorrir, disfarçamos nosso sorriso para que outros não nos vejam felizes, como se tivéssemos que esconder esta imagem, com medo de declarar nossa alegria e nossa felicidade. 

Quantas vezes nos calamos, quando a palavra era de amor, reservando este sentimento por receio de sermos machucados. 

Para onde estamos caminhando se nos propomos a viver apenas suprindo as necessidades que nos trazem conforto e status, esmagando o coração? 

O que daqui levamos, senão apenas sentimentos que foram doados, compartilhados? 

O que mais levamos ao partir, a não ser as lembranças do carinho, do afeto e dos amores? 

Deixemos fluir os sentimentos que habitam dentro de nós, para com todos que passam por nossas vidas, mesmo que sejamos mal interpretados, desprezados, mesmo assim terá valido a pena senti-los, tê-los doado.

O egoísmo de sentimentos não nos leva a lugar algum, apenas aprisionamos nossos corações, quando podemos vibrar com as nossas emoções. 

Passamos a vida a procura da felicidade e ainda não aprendemos que felicidade é dar amor, é sentir, é desfrutar, chorar, sorrir, falar na hora em que o coração pede que se solte na voz toda emoção. 

Felicidade é doação, é sentir a vida pulsar na emoção ouvindo as batidas do coração. 

Isto é vida para ser comemorada.

Este é o sentido da mais bela chegada ao infinito. 

Em que direção caminhas? 

Pela bússola do coração, no rumo dos sentimentos? 

Em que direção caminhas? 

Será apenas na direção da razão? 

Entre o céu e a terra, caminhai deixando seu rastro como um vencedor, que nesta terra passou e seus melhores sentimentos viveu, e na lembrança os levou!

(Cora Maria)
                                   

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. Decisões

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  • Se existem três sapos numa folha, e um deles decide pular da folha para a água, quantos sapos restam na folha?

    O interessante seria pensarmos antes de olharmos, abaixo, a resposta, pois ela não é tão simples como parece…

    Pense…

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    A resposta certa é: Restam três sapos. 
    Porque o sapo apenas decidiu pular. 
    Ele não fez isso.

    Nos não somos como o sapo, muitas vezes? 

    Decidimos fazer isso, fazer aquilo, mas ao final acabamos não fazendo nada?

    Na vida, temos que tomar muitas decisões.

  • Algumas fáceis; algumas difíceis.
  • A maior parte dos erros que cometemos não se deve a decisões erradas. 
    A maior parte dos erros se devem a indecisões.

    Temos que viver com as consequências das nossas decisões. 
    E isto é arriscar. 
    Tudo é arriscar. 
    Rir é correr o risco de parecer um tolo.
    Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.

    Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento. Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo. 
    Expor suas idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.

    Amar é correr o risco de não ser amado. 
    Viver é correr o risco de morrer.

    Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar. 
    Tentar é correr o risco de falhar.

    Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada.

    A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada. 
    Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade.

    Apenas quem arrisca é livre.

    O pessimista, queixa-se dos ventos. 
    O otimista, espera que mudem. 
    O realista, ajusta as velas.

(autor desconhecido)

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