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Archive for março \31\UTC 2013

Dúvida1

Você já notou como as pessoas se acostumam facilmente com certas situações difíceis e se deixarem, elas vão se adaptando a dor de tal maneira que, dificilmente conseguimos distinguir o que é a pessoa, quais são os sonhos dela e o porquê da pessoa viver naquela situação extrema?

Responda rápido: é mais fácil se adaptar ou se acomodar, diante das coisas alegres e boas, ou diante da dor e da tristeza?

Se for para responder sem pensar, às pessoas sempre dirão que as coisas boas e alegres são o “sonho de consumo” de todos os seres humanos, mas o que nós vemos por ai, é o contrário, são pessoas vivendo pelas ruas, em casas de palafita, favelas e guetos, em condições que chegam a ser revoltantes e mesmo assim, encontram até motivações para permanecerem nesses locais, enfeitam o que é feio, se apegam na miséria.

No campo dos sentimentos, a coisa fica pior ainda, pois aqueles que vivem um relacionamento estável por exemplo, logo caem na rotina e começam a viver por viver, o companheiro ou companheira passa a ser mais um “objeto” da sala de visitas, aquela pessoa que “nos pertence”, a “coisa” com quem convivemos, mas, se uma traição ou uma separação brusca acontece, as pessoas se martirizam, se apegam á dor como vela de barco e acabam destruindo a própria vida…

Será que você não se acostumou ao seu trabalho e não consegue mais ver a graça dos primeiros dias?
Será que o seu amor de anos, não virou brincadeira de papai e mamãe?
Será que as suas escolhas, não estão sendo realizadas por impulso, por sentimentalismo e até por “piedade”?
Será que não está faltando luta, desejo de vencer, mais garra da sua parte?
Não está faltando prestar atenção nos detalhes, ou quem sabe, você não esteja sendo detalhista demais, cobrando demais, querendo coisas demais de quem só pode oferecer o que já te oferece?

Permita-se questionar a vida, os motivos que te levam para essa ou aquela decisão, o porque dos fatos, a razão pela qual essa ou aquela situação se apresenta, onde você anda errando e onde deveria focar seus pensamentos, desejos e sonhos, quem sabe você não descobre que está valorizando demais o que não merece tanta atenção, e, por outro lado, não está prestando atenção a quem te pede apenas carinho.

Seja como for, a vida não é um ônibus com destino fixo, na verdade, quem dirige é você, e o roteiro é feito por suas escolhas, até da estrada que vai seguir viagem.

(Paulo Roberto Gaefke)

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paisagem

‘”Arroz, feijão, bife, ovo.
Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar.
Nossa primeira meta é a sobrevivência do corpo.

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro.
Uma fome que me deixou melancólica.
Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta.
Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, mas me senti desnutrida.
Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia.
A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo.

Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa; sair à caça; perseguir.

Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira ou vá para
a beira da praia.

O litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.

Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários.

Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver.
Entre numa galeria de arte.

Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece.

Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista; abra portas e páginas.

Arroz, feijão, bife, ôvo.
Isso mantém a gente em pé, mas não acaba com o cansaço diante de uma vida que, se a gente descuida, torna-se repetitiva, monótona, entediante.
Mas, nada de descuido.

Vou me entupir de calorias na alma.

Há fartas sugestões no cardápio.
Quero engordar no lugar certo.

É que o ritmo dos dias é tão intenso que, às vezes, a gente esquece de se alimentar direito.”

(Martha Medeiros)

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. Quase

riscos

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Sarah Westphal)

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. Recomeçar

recomeçar

Não importa onde você parou,
em que momento da vida você cansou,
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo.
É renovar as esperanças na vida e o mais importante:
acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado.

Chorou muito?
Foi limpeza da alma.

Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia.

Sentiu-se só por diversas vezes?
É por que fechaste a porta até para os outros.

Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é!
Agora é hora de iniciar,
de pensar na luz,
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal um novo emprego?
Uma nova profissão?
Um corte de cabelo arrojado, diferente?
Um novo curso,
ou aquele velho desejo de apender a pintar, desenhar,
dominar o computador, ou qualquer outra coisa?

Olha quanto desafio.
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho?
Besteira!
Tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”,
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos.
Ficamos horríveis.
O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar?
Ir alto.
Sonhe alto, queira o melhor do melhor, queira coisas boas para a vida.
pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.

Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.

Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor,
o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da Faxina Mental.

Joga fora tudo que te prende ao passado,
ao mundinho de coisas tristes,
fotos,
peças de roupa,
papel de bala,
ingressos de cinema,
bilhetes de viagens,
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue tudo fora.
Mas, principalmente, esvazie seu coração.
Fique pronto para a vida, para um novo amor.

Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o “Amor”.

(Paulo Roberto Gaefke)

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amor (1)

Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários, foi atingido por um bombardeio.
Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas.
Entre elas, uma menina de oito anos,considerada em pior estado.
Era necessário chamar ajuda por um rádio e afim de que algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegassem ao local.
Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue.
Era urgente fazer uma transfusão, mas como?

Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso.
Reuniram as crianças e entre gesticulações,arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisavam de um voluntário para doar o sangue.
Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente.

Era um menino chamado Heng.
Ele foi preparado as pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia.
Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto.
Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre.
O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou.
Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo às lágrimas.
O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou.
Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso mas ininterrupto.

Era evidente que alguma coisa estava errada.
Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia.
O médico pediu para que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng.
Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele
e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando…
Minutos depois ele estava novamente tranquilo.

A enfermeira então explicou aos americanos:
“- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer.”
O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:
“- Mas se era assim, porque então você se ofereceu a doar seu sangue?”

E o menino respondeu simplesmente:
“- Ela é minha amiga.”

(autor desconhecido)

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