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Archive for junho \25\UTC 2011

. O quadro

Diz uma lenda referente a pintura da Santa Ceia, ou “Última Ceia de Jesus com seus Apóstolos”:

Ao conceber este quadro, Leonardo da Vinci deparou-se com uma grande dificuldade: precisava pintar o bem – na imagem de Jesus e o mal – na figura de Judas, o amigo que resolvera traí-lo.

Interrompeu o trabalho no meio, até que conseguisse encontrar os modelos ideais.

Certo dia, enquanto assistia um coral, viu em um dos rapazes a imagem perfeita de Cristo.
Convidou-o para o seu ateliê, e reproduziu seus traços em estudos e esboços.

Passaram-se três anos.
A ‘Última Ceia’ estava quase pronta – mas Da Vinci ainda não havia encontrado o modelo ideal de Judas.
O cardeal, responsável pela igreja, começou a pressioná-lo, exigindo que terminasse logo o mural.

Depois de muitos dias procurando, o pintor finalmente encontrou um jovem prematuramente envelhecido, bêbado, esfarrapado, atirado na sarjeta.

Imediatamente pediu aos seus assistentes para que o levassem até a igreja.

Da Vinci, copiava as linhas da impiedade, do pecado, do egoísmo, tão bem delineadas na face do mendigo que mal conseguia parar em pé.

Quando terminou, o jovem – já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos e notou a pintura à sua frente.
E disse, numa mistura de espanto e tristeza: – Eu já vi este quadro antes!
– Quando? – perguntou, surpreso, Da Vinci.
– Há três anos atrás, antes de eu perder tudo o que tinha. Numa época em que eu cantava num coro, tinha uma vida cheia de sonhos, e o artista me convidou para posar como modelo para a face de Jesus.

* * *

“O Bem e o Mal têm a mesma face; tudo depende apenas da época em que cruzam o caminho de cada ser humano.”

.
(autor desconhecido)

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. A ratoeira

Um rato, olhando de seu buraco na parede, viu o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Ficou curioso para saber que tipo de comida poderia ser. Aberto o pacote, ele constatou, horrorizado, que se tratava de uma ratoeira.
Imediatamente foi para o pátio da fazenda e chamando a todos advertiu-os dizendo: Tem uma ratoeira na casa!
Tem uma ratoeira na casa!

A galinha estava ciscando mas levantou a cabeça e disse: Desculpe-me sr. Rato, entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O carneiro disse: desculpe sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar; fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

A vaca falou: O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? É claro que não!

O rato então, voltou cabisbaixo e abatido para o seu esconderijo.

Naquela noite ouviu-se o barulho da ratoeira pegando sua vítima. A esposa do fazendeiro correu até a cozinha e não viu, no escuro, que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa, e esta mordeu a perna da mulher. O fazendeiro levou a esposa para o hospital, imediatamente. Ela voltou com febre e para alimentá-la, nessas condições, nada melhor do que uma canja. O fazendeiro matou a galinha e a canja foi feita. Como a doença da mulher continuasse, amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o carneiro. A mulher acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro, então, matou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

De hoje em diante, quando alguém próximo de você revelar que está com um problema e você quiser acreditar que isso não lhe diz respeito, lembre-se de que quando há uma ratoeira na casa, todos na fazenda correm risco.

(autor desconhecido)

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Mais velho eu fico, mais aprecio as manhãs de sábado.
Talvez seja por causa da quieta solidão que vem com o fato de ser o primeiro a levantar, ou talvez seja a alegria ilimitada por não ter que estar no trabalho.
De uma ou outra maneira, as primeiras horas de uma manhã de sábado são muito agradáveis.

Há algumas semanas, eu estava arrastando os pés pelo porão com um copo de café em um mão e o jornal na outra.
É como começa uma típica manhã de sábado, quando me chegou uma daquelas lições que a vida parece nos entregar de tempos em tempos. Deixe-me contar.

Eu girei o seletor de meu rádio a fim escutar uma troca de mensagens qualquer.
Ao longo do caminho, em meio aos ruídos do intenso tráfego de sábado, eu ouvi uma voz dourada.
Sabe, aquela voz amável que soa como de profissional. Ele falava à alguém algo sobre “mil bolinhas de gude”.

Eu fiquei curioso e parei para escutar o que tinha à dizer.
– Bem, Tom, eu sei como você é ocupado com seu trabalho.
Estou certo que lhe pagam bem mas é uma vergonha você ter que ficar fora de casa e longe de sua família por tantas vezes.
Difícil acreditar que um jovem tenha que trabalhar sessenta ou setenta horas por semana.
Ficou feio… você faltou ao recital de dança da sua filha.

E continuou, – Deixe-me lhe contar algo Tom, algo que me ajudou muito a trabalhar melhor as minhas próprias prioridades.

Foi aí que começou a explicar a sua teoria das “mil bolinhas de gude”.

– Veja, eu sentei um dia e fiz algumas contas.
Uma pessoa vive, em média, setenta cinco anos.
Eu sei, alguns vivem mais e outros menos, mas em média, as pessoas vivem aproximadamente setenta e cinco anos.

– Então, eu multipliquei 75 vezes 52 e deu 3900 que é o número de sábados que a pessoa tem em sua vida inteira.
Preste atenção agora Tom, estou começando a parte mais importante.

– Como eu tinha 55 anos, eu já tinha passado por 2860 sábados.
Comecei a pensar que se eu vivesse até setenta e cinco, eu tinha apenas cerca de mil sábados para aproveitar.

– Então, fui a uma loja de brinquedos e comprei todas as bolinhas de gude que tinham.
Acabei tendo que visitar três lojas de brinquedos para conseguir 1040 bolinhas de gude.
Cheguei em casa e as coloquei em uma caixa aqui na sala ao lado de minha poltrona.
Todo sábado desde então, eu retiro uma bolinha e jogo fora.

– À medida que eu observava as bolinhas diminuírem, eu focava mais a minha atenção nas coisas realmente importantes da vida.

– Agora, deixe-me dizer-lhe uma última coisa antes que eu desligue e volte para o lado de minha encantadora esposa para irmos almoçar fora.

– Esta manhã, eu joguei fora minha última bolinha.
Acho que se eu sobreviver até o próximo sábado eu estarei ganhando um tempo extra.
Um lucro a mais. E a única coisa que eu posso fazer é aproveitá-lo bem.

– Foi bom falar com você, Tom.
Espero que você gaste mais do seu tempo com a sua família, tenha um bom dia!

Podia se ouvir um pingo gotejando quando ele desligou.
Acho que ele nos deu muito no que pensar.
Eu tinha planejado passar a manhã trabalhando na antena e depois ir encontrar alguns amigos no clube.
Ao invés disso, eu subi e acordei minha esposa com um beijo.
– Bom dia querida, estou pensando em levar você e as crianças para um passeio e depois almoçarmos fora.

– O que aconteceu contigo? Ela perguntou com um sorriso.

– Oh, nada especial, é só porque faz muito tempo que não passo um sábado com as crianças.
Ah, aproveitando, será que podemos parar em uma loja de brinquedos pelo caminho?
Eu preciso comprar algumas bolinhas de gude.

(autor desconhecido)

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. Frutos


O velho estava cuidando da planta com todo o carinho.

O jovem aproximou-se e perguntou:
– Que planta é esta que o senhor está cuidando?
– É uma jabuticabeira, respondeu o velho.
– E ela demora quanto tempo para dar frutos?
– Pelo menos uns quinze anos, informou o velho.
– E o senhor espera viver tanto tempo assim? Indagou, irônico, o rapaz.
– Não, não creio que viva mais tempo, pois já estou no fim da minha jornada,disse o ancião.
– Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?
– Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas, se todos pensassem como você…
* * *
“Não importa se teremos tempo suficiente para vermos mudadas as coisas e pessoas pelas quais lutamos, mas sim, que façamos a nossa parte, de modo que tudo se transforme a seu tempo.”

.
(autor desconhecido)

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