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Archive for março \24\UTC 2010

. Etapas

É preciso saber sempre quando se acaba uma etapa da vida.

Se insistirmos em permanecer nela, depois do tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido do resto.
Fechando círculos, fechando portas ou fechando capítulos, como queira chamar, o importante é poder fechá-los, deixar ir momentos da vida que se vão enclausurando.

Terminou seu trabalho? Acabou a relação? Já não mora mais nessa casa? Deve viajar? A amizade acabou?

Você pode passar muito tempo do seu presente dando voltas ao passado, tentando modificá-lo…
O desgaste será infinito, porque na vida, você, seus amigos, filhos, irmãos, todos estamos destinados a fechar capítulos, virar páginas, terminar etapas ou momentos da vida, e seguir adiante.

Não podemos estar no presente sentindo falta do passado.
O que aconteceu, aconteceu… não podemos ser filhos eternamente, nem adolescentes eternos, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.

Os acontecimentos e as pessoas passam por nossas vidas e temos que deixá-los ir!
Por isso, às vezes é tão importante esquecer de lembrar, trocar de casa, rasgar papéis, jogar fora presentes desbotados, dar ou vender livros…

Na vida ninguém joga com cartas marcadas, e a gente tem que aprender a perder e a ganhar.
O passado passou: não espere que o devolvam.
Também não espere reconhecimento, ou que saibam quem você é.
A vida segue para frente, nunca para trás.

Se você anda pela vida deixando portas “abertas”, nunca poderá desprender-se, nem viver o hoje com satisfação.
Casamentos, namoros ou amizades que não se fecham, possibilidades de “regresso” (a quê?), necessidade de esclarecimentos, palavras que não foram ditas, silêncios…

Fazer a faxina emocional e arrumar espaço nas gavetas do futuro para o novo.
Não por orgulho ou soberba, mas porque você já não se encaixa ali, naquele lugar, naquele coração, naquela casa, naquele escritório, naquele cargo…
Você já não é o mesmo que foi há dois dias, há três meses, há um ano… portanto, nada tem que voltar.

Feche a porta, vire a página, feche o círculo!

Você nunca será o mesmo, e nem o mundo à sua volta, porque a vida não é estática.
Faz bem à saúde mental cultivar o amor por você mesmo, desprender-se do que já não está em sua vida.
Lembre-se de que nada, nem ninguém, é indispensável…
É um trabalho pessoal aprender a viver com o que dói, deixar-se ir e aprender a desprender-se.
E isso o ajudará definitivamente a seguir para a frente com tranqüilidade.

Essa é a vida que todos precisamos aprender a viver…

(autor desconhecido)

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. Fracasso

“Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos.
Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso.”
(Michael Jordan Thomas)

Se o maior jogador de basquete da história, responsável pela quebra de praticamente todos os recordes mundiais desse esporte, aceita e supera cada falha, cada fracasso, e ainda diz que foram eles que o tornaram um sucesso mundial, por que tanta preocupação com os erros que você cometeu na semana passada, no mês passado, no ano passado ou no último final de semana?

Se seus erros tiverem sido graves, se você tiver machucado física ou emocionalmente alguém, reflita sobre isso, mude seu comportamento agora, e carregue o aprendizado e a cicatriz em seu coração.
Isso tornará você uma pessoa melhor hoje e amanhã, já que o ontem não pode ser mudado.

Mas agora, uma nova semana está começando.
Um novo jogo. Um novo time. Um novo prêmio. Assim é a vida.
Quando acordou, hoje pela manhã, o Treinador colocou você para mais um campeonato no jogo da vida.
Talvez você erre a cesta, como Michael Jordan.
Talvez você erre o gol (Pelé errou muitos), mas cada erro, cada falha deve ser usada por você para aprender melhor o caminho, para encontrar em sua mente o Poder Pessoal que vai colocar seus pés no pódio da vida.
E fazer diferente da próxima vez!

Outras pessoas viram seu erro? E daí? Será que havia câmeras transmitindo seus erros para 100 milhões de pessoas ao vivo?
Pessoas que contavam com você? Improvável.
Mas quando Michael Jordan erra, milhões de pessoas se lembram.
Se Michael Jordan não se deixa desanimar por um erro cometido na frente de 100 milhões de pessoas (e registrado para a história), porque você se deixaria desanimar pelos seus?
Use cada erro como uma escada para fazer a coisa certa.
Peça desculpas, descanse, volte ao treinamento e inicie uma nova partida.
Sua quadra é em casa, com sua família, no trabalho, na escola, com sua alma gêmea ou em todo lugar em que você esteja nos próximos sete dias.
Mesmo quando sua única platéia é seu espelho.

E lembre-se do que Jordan diz:
“Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida.
E é exatamente por isso que eu sou um sucesso”.

O que Jordan quer dizer é que não é possível alcançar o sucesso sem passar pelo fracasso. Deixe-me repetir isso: não é possível.
Até quando nascemos, as lágrimas chegam antes dos sorrisos.
Não se deixe abater!

Ao terminar essa frase, o jogo vai começar.
O Treinador está olhando.
Dê o melhor que puder.
Respire profundamente, sorria… e boa sorte!

(autor desconhecido)

Se conheces a autoria, por favor informe-me para que faça referência.

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. Aprendendo

Aprenda a amar o rigor consigo mesmo, descartando a tirania que habitualmente exerce sobre seu espírito.
Dê-se uma chance de errar.

Comece, a partir de agora, a banir os adjetivos e sentimentos com que se deprecia, quando a inabilidade e o desconhecimento atrapalharem suas ações.
Sua essência é de natureza tão extraordinariamente requintada que nossas escalas de valores são incapazes de classificá-la.

Veja-se com os olhos despertos da realidade.
Fazer isto significa somar corretamente pontos positivos e negativos.
Ninguém é tão despojado de qualidades quanto se julga.
Os indivíduos que por várias razões não estão habilitados a viver, a natureza seleciona e elimina antes mesmo de nascerem.
Você tem seu lugar no mundo e um papel a desempenhar na vida, que pode ser pequeno mas decisivo para você mesmo.

Sonhe com grandes realizações e conquistas, mas viva as pequenas experiências cotidianas que o credenciam a realização de seus projetos.
Seja obstinado na perseguição de suas metas, entendendo que aprendizado é consolidação de virtudes.

Pedro fraquejou clamorosamente na hora de testemunhar sua fé; entretanto, houvesse ele desistido por culpa, frustração ou insegurança, a missão de Jesus talvez sofresse danos irreversíveis.

Perdoe-se também em seus erros e tente de novo.

Estamos na vida para aprender.
A realização é filha do tempo e do trabalho.

(Liga Espírita Pelotense)

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Aristófanes, poeta cômico grego, contemporâneo de Sócrates, afirmou que no começo os homens eram duplos, com duas cabeças, quatro braços e quatro pernas. Esses seres mitológicos eram chamados de andróginos. Os andróginos podiam ter o mesmo sexo nas duas metades, ou ser homem numa metade e mulher na outra.

Bem, isso tudo Aristófanes criou para explicar a origem e a importância do amor.

O mito fala que os andróginos eram muito poderosos e queriam conquistar o Olimpo dos deuses, e para isso construíram uma gigantesca torre. Os deuses, com o intuito de preservar seu poder, decidiram punir aquelas criaturas orgulhosas dividindo-as em duas, criando, assim, os homens e as mulheres.
Segundo o mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, desde então, em busca de sua metade perdida. Tentam muitas metades, sem encontrar jamais a certa.

A parte do mito sobre a origem da humanidade perdeu-se ao longo das eras, mas a idéia de que o homem é um ser incompleto, em sua essência, perdura até hoje. Talvez seja em função disso que o ser humano busca, incessantemente, por sua alma gêmea para preencher sua carência afetiva.

Embora o romantismo tenha sustentado esse mito por milênios, e muitos de nós desejemos que exista nossa metade eterna, é preciso refletir sobre isto à luz da razão.

Se fôssemos seres incompletos, perderíamos nossa individualidade. Seríamos um espírito pela metade, e não poderíamos progredir, conquistar virtudes, ser feliz, a menos que nossa outra metade se juntasse a nós.
É certo que vamos encontrar muitas pessoas na face da terra com as quais temos muitas coisas em comum, mas são seres inteiros, e não pela metade. O que ocorre é que, quando convivemos com uma pessoa com a qual temos afinidades, desejamos retê-la para sempre ao nosso lado.

Até aí não haveria nenhum inconveniente, mas acontece que geralmente desejamos nos fundir numa só criatura, como os andróginos do mito. E nessa tentativa de fusão é que surge a confusão, pois nenhuma das metades quer abrir mão da sua forma de ser. Geralmente tentamos moldar o outro ao nosso gosto, violentando-lhe a individualidade.

O respeito ao outro, a aceitação da pessoa do jeito que ela é, sem dúvida é a garantia de um bom relacionamento.

Assim, a relação entre dois inteiros é bem melhor do que entre duas metades. As diferenças é que dão a tônica dos relacionamentos saudáveis, pois se pensássemos de maneira idêntica à do nosso par, em todos os aspectos, não teríamos uma vida a dois. Pessoas com idéias diferentes têm grande chance de crescimento mútuo, sem que uma queira que o outro se modifique para que se transformem num só.

Assim, vale pensar que embora o romantismo esteja presente em novelas, filmes, peças teatrais, indicando que a felicidade só é possível quando duas metades se fundem, essa não é a realidade.

Todos somos espíritos inteiros, a caminho do aperfeiçoamento integral.
Não seria justo que nossos esforços por conquistar virtudes fosse em vão, por depender de outra criatura que não sabemos nem se tem interesse em se aperfeiçoar.

Por todas essas razões, acredite que você não precisa de outra metade para ser feliz.
Lute para construir na própria alma um recanto de paz, de alegria, de harmonia e segurança, como espírito inteiro que é.

Só assim você terá mais para oferecer a quem quer que encontre pelo caminho, com sua individualidade preservada e com o devido respeito à individualidade do outro.

Pense nisso!

(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. II, do livro A Filosofia e a Felicidade, de Philippe Van Den Bosch, ed. Martins Fontes)

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