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Archive for agosto \28\UTC 2011

Quem já não sentiu vontade de tirar um dia inteiro só para dormir?
Mas existem compromissos esperando.
A gente pode tirar esse dia, mas não deve.

A gente pode largar o burburinho da cidade, ir para a praia, para o campo em dia “útil”, sem dar satisfações a ninguém.
A gente pode, mas não deve.

A gente pode ficar uma semana longe da escola e só ” curtindo ” histórias em quadrinhos.
A gente pode, mas não deve.

Há filhos chamando, temos que atende-los.
Muitas vezes a gente pode deixar de atender.
A gente pode, mas não deve.

Há os pais desejando de nós um ” melhor ” desempenho.
A gente pode ignorar exigências maternas ou paternas.
A gente pode, mas não deve.

O amor acena, o coração escolhe a quem amar, mas nós o ignoramos – tantas vezes!
– temendo não ser a pessoa ” certa “.
A gente poderia arriscar … quem sabe? … a gente pode.
A gente pode, mas não deve.

A sociedade espera que sigamos o modelo chamado ” normal “.
A gente pode escapar dos padrões sociais, dos ditames da moda e da “moral” social.
A gente pode, mas não deve.

Há cartas chegando, há telefonemas urgentes, há e-mails chamando. A gente corre para responder, para providenciar, para atender.
A gente pode desligar o telefone, pode não ligar o computador.
A gente pode, mas não deve.

Desde o despertar – e até a hora de dormir outra vez – a gente corre, a gente cansa, a gente não descansa!
O despertador toca de novo e tudo poderia ser mudado, movido pela vontade, pela
entrega ao fluxo natural da vida … … mas e o controle? A tudo queremos controlar e, por todos e por tudo, nós nos deixamos ser controlados.
É o medo no comando!
E a vida continua … sem cara de vida …
Permanecemos enganados por nós próprios.
A gente quer e sabe que pode mudar quase tudo.
A gente pode, mas não deve.

Até que chega o dia que nos pega distraídos, e os nossos olhos interiores
finalmente se abrem!
Eles vêem o quanto perdemos de nós e do tempo!
Eles vêem o quanto já nos roubamos!
Geralmente chega esse dia quando já nos resta apenas um corpo velho, doente de
tristeza, de frustração, dependente, sem forças para avançar.
E nele está nosso espírito enfermo desejando se libertar de tão obscura, antiga
e fria prisão.
Queremos voltar no tempo, fazer tudo que de fato desejávamos fazer e que não
fizemos.
Sentimos que é necessário fazer a grande virada!
Aí a gente assume que deve fazer.

Deve … mas já não pode!
.
(Silvia Schmidt)

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Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe.
Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para queel e floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho.
Muitos desses são designados amigos do peito, do coração.
São sinceros, são verdadeiros.
Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz…
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado.
Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo à você, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade…
Hoje e Sempre…
Simplesmente porque:
Cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.

Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

(autor desconhecido)

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A vida é fruto da decisão de cada momento.
Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver.

Viver é plantar.
É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes.

Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos.
Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe…

Para cada dia, o seu empenho.
A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que “debaixo do céu há um tempo para cada coisa!”

Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado.
As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.

Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos!

Infelicidade, talvez seja o contrário.

O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo.
Sempre é tempo de lançar sementes…
Sempre é tempo de recolher frutos.
Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, sementes de hoje, frutos de amanhã!

Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra.
Cuidado com os semeadores que não lhe amam.
Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas.

Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores…

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa.

Cuidado com os amores passageiros… eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam…

Cuidado com os invasores do seu corpo… eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem…

Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar… eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena…

Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí… elas costumam estragar o nosso referencial da verdade…

Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos… elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.

Não tenha medo de se olhar no espelho.
É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo.

Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz.

Não coloque um ponto final nas suas esperanças.
Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida.

Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito…

A vida ainda não terminou.
E já dizia o poeta “que os sonhos não envelhecem”.

Vá em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões.

Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma.

Isso prova que Ele ainda acredita em você.
E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar?

(Padre Fábio de Melo)

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. Seja um idiota

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!…

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir…

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

(Arnaldo Jabor)

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