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Archive for agosto \24\UTC 2012

Passamos a vida em busca da felicidade.
Procurando o tesouro escondido.
Corremos de um lado para outro esperando descobrir a chave da felicidade.
Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica.
E achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.
E, assim, uns fogem de casa para ser feliz.
Outros fogem para casa em busca da felicidade.
Uns se casam pensando em ser feliz.
Outros se divorciam para ser feliz.
Uns desejam viver sozinhos para ser feliz.
Outros desejam possuir uma grande família a fim de ser feliz.
Uns fazem viagens caríssimas buscando ser feliz.
Analisam roteiros, escolhem os melhores hotéis, os pontos turísticos mais invejados para visitar.
Outros trabalham além do normal buscando a felicidade.
Fazem horas extras, inventam treinamentos e mais treinamentos para encher sempre mais os seus dias com compromissos profissionais.
Uns desejam ser profissionais liberais para comandar a sua própria vida e poder ser feliz.
Outros desejam ser empregados para ter certeza do salário no final do mês e, assim, poder ser feliz.
Outros, ainda, desejam trabalhar por comissão, assegurando que o seu esforço se transforme em melhor remuneração e assim ser feliz.

É uma busca infinita.

Anos desperdiçados.
Nunca a lua está ao alcance da mão.
Nunca o fruto está maduro.
Nunca o carinho recebido é suficiente.

Mas, há uma forma melhor de viver!

A partir do momento em que decidimos, sinceramente, ser feliz… é que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa.
E jamais está à venda.

Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós mesmos, é inútil procurar em outra parte.
Sempre que dependemos de fatores externos para ter alegria, estamos fadados à decepção.
A felicidade não se encontra nas coisas exteriores.
A felicidade consiste na satisfação com o que temos e com o que não temos.
Poucas coisas são necessárias para fazer o homem sábio feliz, ao mesmo tempo em que nenhuma fortuna satisfaz a um inconformado.

As necessidades de cada um de nós são poucas.
Enquanto nós tivermos algo a fazer, alguém para amar, alguma coisa para esperar seremos felizes.
Tenhamos certeza: a única fonte de felicidade está dentro de nós, e deve ser repartida.
Repartir nossas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre nós mesmos.

Se chover, seja feliz com a chuva que molha os campos, varre as ruas e limpa a atmosfera.
Se fizer sol, aproveite o calor.
Se houver flores em seu jardim, aproveite o perfume.
Se tudo estiver seco, aproveite para colocar as mãos na terra, plantar sementes e aguardar a floração.
Se tiver amigos, aproveite para bater um papo, troque idéias e seja feliz com a felicidade deles.
Se não tiver amigos, aproveite para conquistar ao menos um.
Aproveite o dia de hoje para ser feliz.

(autor desconhecido)

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Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas cho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma”.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, […]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos.

É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.
Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”. Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

(Rubem Alves)

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Conheço gente que prefere ter razão do que ser feliz. Aliás, pelo que sei é o que mais tem. As pessoas morrem por causa da sua razão. Morreu, porém, tinha razão. Provou seu ponto! Só que morreu…

Tem casais que brigam todos os dias para ver quem está com a razão. Jogam fora sua felicidade, o prazer em estar juntos, em ter uma convivência familiar maravilhosa para terem razão. Brigam com todos, quebram os pratos com todos, mas tem razão. Vivem sós porque tem razão.

Tive professores na faculdade de medicina que por terem razão frequentemente perdiam seus pacientes. É que as doenças dos pacientes, as vezes, teimavam em discordar da razão dos professores. Só que, quando um professor, doutor, Ph D tem razão, azar de quem discorde, mesmo que o mundo prove que ele não está certo, de fato.

Tem gente que vive uma vida errada só pra provar que estava com a razão. Conheci um casal que eles foram feitos para qualquer um, menos um para o outro, ou seja, nunca deveriam ter se juntado. Aliás, isso era tão óbvio que quando eu conversava com cada um em particular, eles me confirmavam essa impressão. “Eu nunca deveria ter me casado com esta mula”. “Eu não devia ter aceitado esta mala”. Aí eu perguntava porque continuavam juntos. As respostas variavam mas o tom comum era mais ou menos isso: “Eu vou provar para ele(a) que ele(a) está errado(a)”. “Você vai ver, quando ficarmos velhos aí ele(a) vai me dar o devido valor”.

Acho que, se há uma estupidez humana digna de medalhas, é esta. Se o que está em jogo é a felicidade, para que ter razão? Aliás, qual o propósito de se ter razão? Ter razão significa provar algo para alguém. Provar seu ponto. Ora, isso só tem valor se o resultado disso é útil para quem prova. Se quem prova não só não ganha nada com tal prova como pode até perder algo, para que brigar tanto pela prova?

Tenho aconselhado muita gente ao longo destes últimos 20 anos de prática clínica e de coaching de mudanças. Um dos mais frequentes conselhos que dou é parar de ter razão e ser mais feliz. Abra a mão de estar certo, saia da escravidão do correto, ache prazer em estar errado, encontre júbilo em não ter certeza, desfrute a incerteza e cultue a falta de razão. E seja mais feliz.

Sempre que algo mais importante estiver em jogo entre ter razão e este algo, prefira o que tem mais valor e abra a mão de ter razão. Eu não tenho razão há muito tempo. Não tenho razão sobre a maioria das coisas que penso, digo ou faço. E tem mais, se você por acaso achar que isto que escrevi está errado, você está certo(a). Eu é que não quero ter razão, pelo menos não se tiver que perder sua amizade.

Tenha menos razão e seja mais feliz!

(Nelson Spritzer)

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A indecisão é a pior forma de se tomar uma decisão errada…

Há instantes na vida em que nos defrontamos com situações definitivas: ou você toma a decisão de assumir uma nova relação, ou esta relação morre sem sequer ter começado.

Conheci um amigo que viveu algo semelhante e teve medo em se decidir. Hoje o vejo como alguém entristecido, que mantém um relacionamento falido desde aquela época, e que vive se perguntando como teria sido se tivesse optado por outro caminho. O triste é que ele jamais saberá a resposta. Não há como. A vida, nesses casos, é cruel.

Viver é exatamente isso. Somos instados a tomar decisões quase o tempo todo. Decisões pequenas, decisões gigantescas.

Muitas vezes preferimos a zona de conforto – como é bom não precisar decidir nada, escolher nada… Mas infelizmente não temos escolha. Desde que roupa vestir, até em quem devemos votar, o mundo está sempre nos cobrando posturas, escolhas, saídas. Não escolher já é uma escolha. E em alguns casos, a pior escolha, e pela qual, cedo ou tarde, pagaremos um alto preço.

Assim é com o pai que não dá a devida atenção ao filho quando este mais precisa. O tempo não volta. Não adianta, anos mais tarde, querer reparar este mal. Ele já estará irremediavelmente enraizado…
Nossa vida deve ser encarada como um oceano. Sua condição natural é o
equilíbrio. Mas vidas e oceanos também estão sujeitos às instabilidades do clima, com ventos mudando constantemente de direção. Para enfrentá-las é preciso construir um barco forte, conhecê-lo em detalhes, revisá-lo e aprimorá-lo constantemente, e pilotá-lo decididamente, sem medo de enfrentar o mar aberto.

Se tempestades soprarem ventos fortes e descontrolados, pode ser melhor recolher as velas e pensar. Talvez buscar um porto seguro ou um estuário tranqüilo, e esperar que as nuvens se dissipem e as estrelas ressurjam, e com elas o caminho.

Mas não se deve esquecer que o porto é apenas uma pausa na viagem, e que barcos não foram feitos para portos, mas para o oceano… O medo nos deixa indefinidamente ancorados no porto.

Se não entramos no oceano, não vivemos, não aprendemos, não navegamos, não conhecemos outras terras…

É isso que você quer pra sua vida?

Eu sei que não!

Pense nisso, e não fuja dos desafios – enfrente-os!

(Claudia Belucci)

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