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Archive for janeiro \29\UTC 2011

. Negociação

Pai: – Filho, quero que você case com uma moça que eu escolhi.
Filho: – Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Pai: – Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
Filho: – Bem neste caso eu aceito.

Então o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

Pai: – Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates: – Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Pai: – Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates: – Neste caso tudo bem.

Finalmente o negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

Pai: – Sr. Presidente, eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Pres. Banco Mundial: – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Pai: – Mas Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
Pres. Banco Mundial: – Neste caso ele está contratado.

Conclusão:
Não existe negociação difícil, perdida, nem impossível!
Tudo depende da ESTRATÉGIA usada.

(autor desconhecido)

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Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.
Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante.
Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.

“Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO” .

Que tal um cafezinho?

(Max Gehringer)

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. Mudança


Quando eu era jovem e livre,
sonhava em mudar o mundo.

Na maturidade,
descobri que o mundo não mudaria.

Então resolvi transformar meu país.
Depois de algum esforço,
terminei por entender
que isto também era impossível.

No final de meu anos
procurei mudar minha família,
mas eles continuaram a ser como eram.

Agora, no leito de morte,
descubro que minha missão
teria sido mudar a mim mesmo.

Se tivesse feito isto,
eu teria sido capaz
de transformar minha família.

Então, com um pouco de sorte,
esta mudança afetaria meu país
e – quem sabe – o mundo inteiro.

(Epitáfio de um bispo anglicano da Abadia de Westminster, século XII)

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. Falhas

Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco, é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos.

Você está deslumbrado caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía… a Golden Gate, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?

Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas.
Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade quase perfeita. Linda, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.

Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.

Pessoas, como cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuirem máculas. É importante suar na hora do cansaço, é também ter um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.

Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir perdão depois, pedir perdão sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.

Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca.

Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar.
Nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto podem surpreender…

Falhas….

Agradeça as suas, que é, o que humaniza você, e fascina os outros.

(Martha Medeiros)

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. Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer …
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
.
(Vinícius de Moraes)

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